Princípio central
Segredos que podem conceder confiança global não devem estar no software distribuído. O ProxyEdu usa separação de responsabilidades, chaves públicas de verificação e controles locais para reduzir a superfície de exposição.
1. Modelo de segurança
O ProxyEdu combina controles no Client, no Server e no processo de distribuição. Nenhuma camada isolada elimina todos os riscos: a proteção final também depende do Windows, da segmentação da rede, das credenciais e da operação da instituição.
Os dados operacionais permanecem localmente por padrão. Serviços externos recebem somente o necessário para funções específicas, como validação comercial e consulta de releases.
2. Identidade e controle de acesso
- Clients modernos possuem identidade criptográfica e identificador persistente.
- Nonces de autenticação têm validade curta e ajudam a impedir repetição.
- Senhas administrativas são armazenadas por hash, não em texto simples.
- O painel deve ser acessível somente por operadores autorizados.
- A instalação deve substituir credenciais iniciais e limitar privilégios.
Mudanças de IP, MAC ou hostname não devem ser tratadas como prova suficiente de uma nova identidade.
3. Licenciamento separado
O serviço privado de licenciamento é independente do ProxyEdu Server instalado nas escolas. Documentos de licença usam RSA-PSS com SHA-256, incluem KeyId para rotação e são vinculados ao ServerInstallationId.
A chave privada permanece exclusivamente no ambiente privado de licenciamento ou em mecanismo seguro de gestão de chaves. O ProxyEdu distribuído contém somente as chaves públicas necessárias à verificação.
Licenças inválidas, adulteradas ou vinculadas a outro Server são rejeitadas com fallback seguro.
4. Atualizações e procedência
Releases oficiais podem incluir:
- instalador e pacotes separados de Client e Server;
- manifesto de atualização;
- hashes SHA-256;
- arquivos de assinatura
.sig; - notas com compatibilidade e validação executada.
Baixe somente da página oficial de Releases ou do repositório oficial. Compare hashes quando publicados e não remova as assinaturas dos pacotes.
5. Autoridade certificadora local
Recursos de proxy HTTPS podem exigir uma autoridade certificadora local. Sua chave privada deve permanecer protegida no Server e o certificado raiz deve ser instalado apenas em equipamentos autorizados e administrados pela instituição.
O plano de desinstalação deve incluir a remoção dessa confiança dos endpoints. Nunca publique a chave privada, inclua-a em chamados ou copie-a para repositórios.
6. Checklist de implantação
- Atualizar Windows, ProxyEdu e dependências.
- Restringir as portas do Server por firewall ou VLAN.
- Criar credenciais administrativas individuais e fortes.
- Proteger o diretório de dados com ACLs e criptografia de disco.
- Criptografar backups e testar restauração.
- Limitar a instalação da CA aos dispositivos autorizados.
- Revisar retenção, logs e acessos administrativos.
- Monitorar alertas, uso de recursos e falhas de atualização.
7. Relatar uma vulnerabilidade
Não publique detalhes exploráveis em issues abertas. Use o canal privado de GitHub Security Advisories e não envie dados reais de alunos, credenciais, bancos de produção, certificados ou chaves privadas.
Transparência: segurança é um processo contínuo. Esta página descreve controles do produto, não uma promessa de risco zero nem certificação automática de conformidade.